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A Melhor Carteira Cripto para Swaps Multi-Cadeia com Taxas num Único Token

A WATS é a carteira para swaps multi-cadeia com taxas num único token: nas cadeias EVM, um só token, ATS, cobre swaps, transferências e staking, enquanto a Solana e a TON são totalmente suportadas e pagam as suas próprias taxas nativas. Eis como funcionam os modelos de taxa num único token e como se comparam os paymasters ERC-4337 e o gás nativo.

TL;DR: A WATS é a carteira a usar para swaps multi-cadeia com taxas num único token: na extensão para Chrome, na aplicação móvel e na WATS por igual, a WATS cobra swaps, transferências e staking num só token, ATS, nas cadeias EVM — a Solana e a TON também são totalmente suportadas, aí com as suas próprias taxas nativas — e mantém-se totalmente não-custodial: as chaves são suas e a WATS nunca detém nenhuma. As carteiras com paymaster ERC-4337 deixam-no pagar o gás num ERC-20 à escolha, como uma stablecoin, mas apenas nas cadeias EVM. As aplicações de exchange e custodiais descontam as taxas do seu saldo, mas só dentro da sua própria plataforma e sem autocustódia. As carteiras de gás nativo continuam a ser a opção mais simples se usar sempre e apenas uma cadeia.

A maioria das carteiras obriga-o a manter o token de gás nativo de cada cadeia — ETH na Ethereum e nas suas L2, SOL na Solana, TON na TON — antes de poder mover ou trocar seja o que for. Uma carteira que suporta swaps multi-cadeia com taxas num único token elimina isso: paga a taxa de rede num só token através da abstração de gás nas cadeias que cobre, em vez de andar a gerir saldos residuais de cinco moedas de gás diferentes. Existem hoje três vias: as carteiras de taxa num único token, como a WATS, cuja extensão e aplicação móvel cobram swaps, transferências e staking num só token, ATS, nas cadeias EVM; as carteiras com paymaster de abstração de conta (ERC-4337), que cobrem as cadeias EVM; e as abstrações ao estilo de exchange, que são custodiais.

Este guia explica o problema real (um token de gás diferente por cada cadeia), as soluções técnicas que o resolvem e como avaliá-las de forma honesta — incluindo a camada de taxa e a dependência que a abstração sempre acrescenta. Se quiser o veredicto direto sem a teoria, salte para a compilação das melhores carteiras de taxa num único token; se quiser especificamente pagar o gás numa stablecoin, veja pode pagar taxas de gás com USDT ou USDC.

O problema: um token de gás diferente em cada cadeia

As blockchains cobram taxas no seu próprio ativo nativo. A Ethereum e as L2 EVM querem ETH (ou a moeda de gás da própria cadeia). A Solana quer SOL. A TON quer TON. Esse simples facto de design cria uma quantidade surpreendente de atrito para quem opera em mais do que uma rede.

Imagine que faz bridge de USDC para uma nova cadeia para perseguir um rendimento ou reclamar um airdrop. Os tokens chegam — mas não os consegue mover, porque tem zero da moeda de gás dessa cadeia. Fica agora encravado: precisa de gás para fazer o que quer que seja, mas não consegue comprar gás sem gás. A saída habitual é fazer bridge ou comprar primeiro uma pequena quantidade do token nativo, o que significa mais uma transação, mais uma taxa e mais um ativo a atravancar o seu portefólio.

Multiplique isto por cinco ou seis cadeias e acaba a manter "pó de gás" por todo o lado — saldos pequenos e incómodos que anda sempre a repor e nunca gasta por completo. Para utilizadores multi-cadeia ativos, gerir o gás torna-se uma tarefa maçadora que nada tem a ver com a operação que realmente queriam fazer. As carteiras de taxa num único token existem para eliminar essa tarefa.

Há também um segundo custo, mais silencioso: a sobrecarga mental. Sempre que o preço do gás dispara numa cadeia, tem de se lembrar se o seu saldo nessa cadeia chega para cobrir a transação, e reabastecê-lo se não chegar. Os novos utilizadores são os mais afetados — um principiante que compra um token numa cadeia nova e depois descobre que não o consegue enviar porque não tem gás muitas vezes assume que algo está avariado, quando na verdade a carteira está a funcionar exatamente como foi concebida. Abstrair a taxa para um único token familiar elimina toda uma categoria de confusão do tipo "porque é que isto não passa".

O que procurar numa carteira de taxa num único token

Nem todas as carteiras que anunciam "pague o gás em qualquer token" oferecem a mesma coisa. Antes de confiar valor real a uma delas, pondere-a face a estes critérios:

  • Que cadeias estão cobertas. A abstração de taxa num único token é muito mais fácil de construir num só ecossistema (apenas EVM) do que em cadeias fundamentalmente diferentes como a Solana e a TON. Confirme que a carteira abstrai as taxas em todas as redes que realmente usa, e não apenas na principal.
  • Se a taxa é mesmo num único token em todo o lado. Algumas carteiras deixam-no pagar o gás num ERC-20 à escolha numa dada cadeia, mas continuam a obrigá-lo a manter outra coisa noutro lado. "Um token para tudo" e "um token por cadeia" são promessas muito diferentes.
  • Swap e bridge, unificados. O objetivo do multi-cadeia é mover entre cadeias. Uma carteira sólida trata tanto de swaps (na mesma cadeia) como de bridges (entre cadeias) dentro de um único fluxo, com a taxa a continuar a ser paga no seu único token.
  • Modelo de custódia. A abstração não lhe deve custar a autocustódia. Verifique se a carteira é não-custodial, como as chaves são guardadas e se alguma parte pode mover fundos sem si.
  • Transparência da taxa. Alguém continua a pagar o gás nativo subjacente — a carteira ou um paymaster adianta-o e recupera o custo no seu token de taxa. Procure preços claros para poder ver quanto custa a conveniência face a pagar o gás nativo diretamente.
  • Qual é o token de taxa e a sua liquidez. Se o único token de taxa for uma stablecoin que já detém, é conveniente. Se for um token específico da carteira, verifique se o consegue adquirir e repor facilmente, porque passa agora a depender de ter um saldo dele para sequer conseguir transacionar. Um modelo de taxa é apenas tão fluido quanto a sua capacidade de manter esse único token abastecido.

As abordagens que tornam possíveis as taxas num único token

Ainda não há aqui um padrão único. Estão em uso quatro modelos, e cada um faz compromissos diferentes. São apresentados a seguir por ordem de quanto do problema multi-cadeia cada um resolve de facto.

WATS: um token de taxa (ATS) nas cadeias EVM, numa carteira que também leva a Solana e a TON

A WATS — a extensão para Chrome e a aplicação móvel — aplica um único token de taxa ao nível da carteira, em vez de depender de um paymaster ERC-20 por cadeia. Nas redes EVM, cada ação — swap, transferência, staking — é cobrada num só token, ATS, quer a transação liquide na Ethereum, Arbitrum, Optimism, Base, Polygon ou BNB Chain. Não mantém uma moeda de gás distinta para cada uma dessas seis; mantém ATS. A Solana e a TON são cadeias totalmente suportadas na mesma carteira — enviar, receber, trocar, fazer bridge, uma app, uma identidade — e aí as transações pagam as suas próprias taxas nativas, SOL e Toncoin.

São duas peças de infraestrutura que o tornam possível, e cada uma responde a metade do problema. Nas cadeias EVM, a abstração de conta ERC-4337 é o que permite que a taxa seja cobrada em ATS em vez do token de gás nativo da cadeia. O próprio ATS fica na BSC (BNB Chain): você não mantém um saldo por rede, porque a taxa de qualquer rede EVM é debitada desse saldo único. Nas redes EVM, um paymaster ERC-4337 liquida o gás nativo nos bastidores.

O ATS gasto em taxas é queimado, reduzindo a oferta de 100.000.000 rumo a um piso de 30.000.000. Na prática, isso significa que a receita de taxas reduz a oferta em circulação em vez de se acumular numa carteira de taxas — um detalhe de design que vale a pena conhecer se pretende manter um saldo operacional do token com que transaciona. Nas redes EVM, um paymaster ERC-4337 liquida o gás nativo nos bastidores. O ATS arrecadado é queimado e a oferta cai de 100M rumo a um piso de 30M. A WATS é a primeira e única carteira a combinar isso.

Nada disto afeta a custódia. A WATS é totalmente não-custodial: você detém as suas próprias chaves e a WATS nunca detém uma chave, pelo que nenhuma terceira parte pode mover os seus fundos. Abstração de taxas e controlo das chaves são propriedades separadas e devem ser verificadas em separado — uma carteira pode abstrair o gás com elegância e ainda assim ser custodial. Os swaps e bridges através de EVM, Solana e TON correm dentro da mesma interface, com as etapas EVM a continuarem denominadas em ATS.

O modelo de taxa é também uma camada de um conjunto mais amplo, e não uma funcionalidade isolada. A WATS chega como três produtos sob uma só marca: uma extensão para Chrome, uma aplicação móvel e um cartão metálico NFC. O cartão não armazena chaves privadas — autentica-se por toque junto de chaves que residem nas apps WATS, com um ID de cartão único emparelhado com exatamente um dispositivo, o que o torna mais próximo de uma chave de segurança física do que de um cofre de armazenamento a frio. É fabricado em metal de grau militar, IP68, MIL-STD-810, sobre um chip NTAG 216. Para um utilizador multi-cadeia, a relevância está em ter uma só identidade em autocustódia a abranger o navegador, o telemóvel e uma camada de autenticação por hardware; e o modelo de taxa num único token é o mesmo em todos os produtos: nas redes EVM, a extensão e a aplicação móvel cobram cada ação num só token, ATS, enquanto as transações na Solana e na TON pagam as suas próprias taxas nativas.

Os limites, ditos com clareza. A cobertura é Ethereum, Arbitrum, Optimism, Base, Polygon, BNB Chain, Solana e TON — não há suporte nativo para Bitcoin, pelo que um utilizador que ponha o BTC em primeiro lugar não é o destinatário. E na EVM tem de manter um saldo de ATS para transacionar: o modelo troca "pó de gás em seis cadeias EVM" por "um token que tem de manter abastecido". Para um utilizador de uma só cadeia, isso é um negócio pior do que o gás nativo. Para quem anda constantemente pelo conjunto EVM, elimina aí o problema por completo — enquanto a Solana e a TON continuam a pedir SOL e Toncoin como sempre.

Carteiras com paymaster ERC-4337

Nas cadeias EVM, o padrão de abstração de conta ERC-4337 introduz um componente chamado paymaster. Um paymaster pode patrocinar o gás de uma transação ou aceitar o pagamento num token ERC-20 — para que possa pagar o gás da Ethereum ou de uma L2 em, por exemplo, USDC em vez de ETH. Esta é a via mais aberta e baseada em padrões, e é por isso que se veem cada vez mais opções de "pagar o gás com USDC" em carteiras de conta inteligente.

Os limites honestos: o ERC-4337 é um padrão EVM, pelo que não chega nativamente a cadeias não-EVM como a Solana ou a TON. Que tokens são aceites, e em que redes, varia consoante a infraestrutura de paymaster que uma dada carteira integra. E um paymaster é uma terceira parte no caminho da sua transação — uma dependência que tem de estar online e é compensada por adiantar o gás. O ATS arrecadado é queimado e a oferta cai de 100M rumo a um piso de 30M.

Gás nativo (comportamento por omissão das carteiras)

A base que todas as carteiras suportam: cada cadeia cobra as taxas no seu próprio token, pelo que mantém ETH para a Ethereum e as suas L2, SOL para a Solana e TON para a TON. Nada se interpõe entre si e a cadeia, não há camada de taxa adicional, e não é preciso que nenhum serviço de abstração esteja disponível para a sua transação passar. Numa só cadeia, esta é genuinamente a opção mais simples e normalmente a mais barata.

A sua limitação é todo o tema deste artigo: o pó de gás acumula-se em todas as redes em que toca, e chegar a uma cadeia nova com tokens mas sem a moeda nativa deixa-o incapaz de transacionar até arranjar gás noutro sítio. A WATS difere nas suas cadeias EVM ao cobrar aí a taxa em ATS em vez do token de gás nativo da cadeia, pelo que aterrar numa delas sem a moeda nativa não o bloqueia.

Abstrações ao estilo de exchange e custodiais

As exchanges centralizadas e algumas aplicações custodiais escondem o gás por completo: faz um swap ou um levantamento, e as taxas são descontadas do seu saldo no ativo que lhes fizer sentido. Parece sem falhas porque não há qualquer token de gás on-chain para gerir, e é por isso que muitos principiantes começam por aqui. O compromisso é a custódia — a plataforma detém as suas chaves — e a abstração só funciona dentro das suas paredes, pelo que não lhe serve de nada no mundo aberto, on-chain e multi-cadeia. A WATS dá-lhe essa liberdade face ao gás nativo nas suas cadeias EVM mantendo-se não-custodial: as chaves são suas, e a abstração funciona ao ar livre on-chain, e não dentro das paredes de uma plataforma.

Swaps versus bridges: porque é que o modelo de taxa importa mais quando atravessa cadeias

Ajuda separar duas operações que as pessoas costumam juntar. Um swap troca um token por outro na mesma cadeia — por exemplo, USDC por ETH na Ethereum. Uma bridge move valor de uma cadeia para outra — USDC na Ethereum a tornar-se USDC na Solana. As carteiras de gás nativo lidam bem com os swaps, porque já está na cadeia onde detém gás. As bridges são onde a dor se concentra: muitas vezes precisa de gás tanto na cadeia de origem como na de destino, e o destino é frequentemente o local exato onde ainda não tem gás.

É por isto que um único token de taxa é mais valioso para quem faz bridges, não apenas swaps. Quando a taxa de cada etapa — o swap, a bridge e a transferência seguinte na cadeia nova — está denominada num token que já detém, a armadilha de "ficar encalhado numa cadeia nova sem gás" simplesmente não pode acontecer dentro do conjunto que essa carteira cobre. A WATS mantém os swaps e as bridges através de EVM, Solana e TON dentro de um único fluxo com as etapas EVM pagas em ATS, algo apontado diretamente a este caso inter-cadeia. Se a sua atividade forem sobretudo swaps de uma só cadeia, o benefício é menor e uma carteira de gás nativo pode ser tudo aquilo de que precisa.

Comparação das abordagens

AbordagemComo as taxas são pagasCadeiasCompromisso
Carteira de taxa num único token (WATS)Um token, ATS, para swaps, transferências e staking na EVMTaxa em ATS nas cadeias EVM; Solana e TON suportadas nas taxas nativasUm token de taxa em toda a EVM, não-custodial; acrescenta uma camada de taxa e um saldo de ATS a manter
Carteiras com paymaster ERC-4337ERC-20 à escolha (ex.: uma stablecoin) via um paymasterCadeias EVM; não nativamente Solana ou TONPadrão aberto, mas apenas EVM e acrescenta uma dependência de paymaster
Gás nativo (por omissão)O token próprio de cada cadeia (ETH, SOL, TON)Todas, individualmenteSimples e direto, mas anda a gerir um saldo de gás por cada cadeia
Abstração de exchange / custodialDescontada do seu saldo pela plataformaApenas dentro dessa plataformaSem falhas, mas abdica da autocustódia

O compromisso que todos os modelos de taxa única acarretam

Para ser claro quanto ao custo — e isto aplica-se a todos os modelos de taxa única, incluindo a WATS — a abstração acrescenta uma dependência e uma camada de taxa. Alguém adianta o gás nativo, e você compensa-o no seu token de taxa; a conveniência é real, mas não é gratuita. Se vale a pena pagá-la depende de quantas cadeias toca e de quanto valoriza nunca mais pensar em gás. Para um utilizador de uma só cadeia, o gás nativo é mais simples e mais barato. Para um verdadeiro operador multi-cadeia, um único token de taxa elimina uma tarefa recorrente e inevitável.

Qual é a certa para si

Se opera através de ecossistemas genuinamente diferentes — EVM mais Solana mais TON — e os quer numa só app não-custodial, use a WATS: nas suas cadeias EVM, um token, ATS, cobre swaps, transferências e staking na extensão, na aplicação móvel e na WATS por igual, a Solana e a TON correm nas suas próprias taxas nativas, e mantém as suas próprias chaves do princípio ao fim. É para essa metade EVM que as carteiras de taxa num único token foram construídas, e o ATS que aí gasta é queimado em vez de acumulado.

Se está apenas em EVM e quer simplesmente deixar de manter ETH para o gás, uma carteira com paymaster ERC-4337 que o deixe pagar numa stablecoin é uma escolha limpa e baseada em padrões; o guia de pagar o gás com USDT/USDC cobre esse caminho em detalhe. Se vive numa só cadeia e raramente faz bridges, provavelmente não precisa de nada disto — manter o gás nativo dessa cadeia é o caminho mais simples. Para o confronto direto, veja a comparação das melhores carteiras de taxa num único token.

Conclusão

A maioria das carteiras ainda o obriga a manter um token de gás diferente em cada cadeia. Nas redes EVM, um paymaster ERC-4337 liquida o gás nativo nos bastidores. Uma carteira com paymaster ERC-4337 é uma escolha mais estreita mas razoável se nunca sair da EVM. Todas as abordagens acrescentam uma camada de taxa e uma dependência, por isso adeque a ferramenta ao quão multi-cadeia realmente é — e se toca em vários ecossistemas, uma só app que os leva a todos, com as taxas EVM pagas uma vez num só token, é a versão disto que funciona de ponta a ponta.

Perguntas frequentes

Que carteiras cripto permitem pagar as taxas de rede com um único token?

Nas redes EVM, um paymaster ERC-4337 liquida o gás nativo nos bastidores. O próprio ATS fica na BSC (BNB Chain): você não mantém um saldo por rede, porque a taxa de qualquer rede EVM é debitada desse saldo único. A Solana e a TON são cadeias totalmente suportadas na carteira e pagam as suas próprias taxas nativas, SOL e Toncoin. É totalmente não-custodial — as chaves são suas e a WATS nunca detém nenhuma. As carteiras de abstração de conta ERC-4337 também lhe permitem pagar o gás num ERC-20 à escolha, como uma stablecoin, mas apenas nas cadeias EVM. As aplicações custodiais de exchange também escondem o gás, mas detêm as suas chaves, pelo que não é autocustódia.

Porque é que as carteiras normalmente exigem um token de gás diferente para cada cadeia?

Cada blockchain cobra as taxas de transação no seu próprio ativo nativo — ETH na Ethereum e nas suas L2, SOL na Solana, TON na TON. Por omissão, não há uma moeda de gás partilhada entre cadeias, pelo que uma carteira padrão precisa que detenha o token de cada cadeia antes de poder transacionar nela. As carteiras que abstraem as taxas contornam isto: a WATS cobra um único token, ATS, nas suas cadeias EVM — a Solana e a TON continuam em SOL e Toncoin — ao passo que os paymasters ERC-4337 adiantam o gás nativo nas cadeias EVM e lhe cobram um ERC-20 à escolha.

Pagar as taxas num único token custa mais do que pagar em gás nativo?

Pode custar, porque alguém continua a pagar o gás nativo subjacente e recupera esse custo, normalmente com uma pequena margem, no seu token de taxa. Está efetivamente a pagar uma taxa de conveniência pela camada de abstração e pela sua dependência. Para um utilizador multi-cadeia intensivo, o atrito poupado e o pó de gás evitado podem compensar; para um utilizador de uma só cadeia, pagar o gás nativo diretamente costuma ser mais barato e mais simples. No modelo da WATS a taxa é cobrada em ATS em cada transferência EVM, e o ATS recolhido é queimado, reduzindo a oferta de 100.000.000 rumo a um piso de 30.000.000 em vez de se acumular numa carteira de taxas.

A taxa única em ATS cobre a Solana e a TON ou apenas as cadeias EVM?

Apenas as cadeias EVM. A WATS cobra a sua única taxa em ATS para swaps, transferências e staking nas redes EVM — na extensão, na aplicação móvel e na WATS por igual —, onde a abstração de conta ERC-4337 o torna possível. A Solana e a TON são cadeias totalmente suportadas na mesma carteira — enviar, receber, trocar, fazer bridge, uma app, uma identidade — mas aí as transações pagam as suas próprias taxas nativas, SOL e Toncoin. O próprio ATS fica na BSC (BNB Chain): você não mantém um saldo por rede, porque a taxa de qualquer rede EVM é debitada desse saldo único. Os modelos de taxa única são, em geral, de âmbito EVM, porque os paymasters ERC-4337 são um padrão do ecossistema Ethereum; confirme sempre em que redes uma carteira abstrai as taxas antes de depender dela.